Saturday, May 12, 2012

Bernardo

Esta e a primeira vez em que subscrevo os comentarios feitos apos a morte de um famoso. O Bernardo era mesmo essa pessoa fantastica e podemos dize-lo sem ser so para 'parecer bem'. 'Todos lhe reconhecem a paixão, a beleza e a grandeza de alma, que punha em tudo quanto fazia. Uns conheciam-no melhor do que outros, mas para saber quem era o Bernardo Sassetii bastava ouvi-lo. O piano falava por ele. Neste sábado à noite, centenas de pessoas - entre família, amigos, vultos da cultura e fãs - prestaram-lhe uma última homenagem na Basílica da Estrela, em Lisboa. Houve música, lágrimas e muitas palmas na despedida do Artista, assim, com “a” grande. É das gargalhadas – “únicas, espontâneas e genuínas” -, que Vítor Carvalho vai sentir mais saudades. Vítor, de 46 anos, conhecia o Bernardo – ou melhor, o “Babá”, como era chamado em pequeno – desde os seis anos. Moravam perto, no Bairro Alto. Lembra-se de jogar caricas com ele e o irmão, Francisco. “Era divertidíssimo e um auto-didata, em tudo”, recorda. O humor, coisa de família, era uma das suas melhores qualidades, sublinha, enquanto espera à porta da basílica pelo fim do velório. Como ele, muitos deslocaram-se à Estrela para prestar a última homenagem ao pianista e compositor, de 41 anos, cujo corpo foi encontrado na quinta-feira numa falésia no Guincho, em Cascais. “Vim cá bater as palmas que não lhe dei enquanto era vivo”, diz João Gomes, 27 anos, cantor, designer e um dos muitos fãs do jazz de Sassetti presentes na cerimónia. O CD “Unreal: Sidewalk Cartoon”, que o pianista lançou em 2006, foi uma das poucas compras que João fez por impulso. “Ainda hoje é um dos meus favoritos”, afirma. Outro fã, José Borges, ainda se lembra da primeira vez que ouviu o som do piano pelas mãos de Sassetti. Foi em 2007, num concerto nos Dias da Música do Centro Cultural de Belém. Quarenta e cinco minutos bastaram para o prender à sua melodia “alegre, bonita e transparente”. O estudante, de 23 anos, é apaixonado pela banda sonora do filme “Alice”, pelo álbum “Nocturno” e pelo projecto 3 pianos. “O valor da obra dele é imenso e não tem preço”, afirma. “O Bernardo era insubstituível. Era uma luz para toda a gente, tinha uma inteligência brilhante”, diz Paulo Lourenço, maestro e amigo de longa data do músico. O importante agora, refere, é perpetuar o trabalho que deixou antes de uma morte “abrupta”, “chocante” e “injusta”, tal era o tamanho do que ainda tinha para dar. O corpo do pianista esteve durante uma hora em câmara ardente perante o olhar emocionado de centenas de pessoas. Na cerimónia, que teve início às 22h, Mário Laginha e Pedro Burmester, que criaram com Sassetti o projecto 3 Pianos, tocaram piano em memória do amigo e do companheiro de palco. Juntou-se-lhes o grupo coral das Jovens Vozes de Lisboa, dirigido pelo irmão Francisco Sassetti. “Foi uma homenagem tristemente bonita”, descreve Laurent Filipe, músico, compositor e produtor, que foi à basílica prestar a última homenagem ao amigo de há mais de 20 anos. O “Babá” era, como diz, “um grande companheiro com demasiada alegria no coração para nos deixar”. Fez tudo com paixão, recorda Laurent. Desde a música, à imagem, à fotografia. “Era um artista com ‘a’ grande.” Estiveram presentes também o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, a ex-ministra da Educação Isabel Alçada, os cantores Luís Represas, Carlos do Carmo, Mafalda Veiga, Pedro Abrunhosa, Camané, o realizador João Botelho e o escritor Gonçalo M. Tavares, entre outros. À cerimónia assistiu também o maestro Vitorino de Almeida, com quem Sassetti nunca chegou a trabalhar. “Nunca fizemos um projecto juntos. Não tinha que ser”, diz o maestro de 72 anos. “Sentia -me bem por saber que ele existia”, admite. O conforto que sentia com a ideia da “continuidade” deu agora lugar ao “horror da tragédia” que envolveu a morte de Sassetti. Um fim – “ou um início, quem sabe” – que não esperava tão cedo. Ainda assim, até na morte ele foi coerente, diz Vitorino de Almeida. E explica: ”Só um homem como ele é que poderia cometer um excesso como este [ao ir fotografar para uma arriba], e isso, de certa forma, conforta-me.” O funeral de Bernardo Sassetti realiza-se neste domingo numa cerimónia privada.' in Publico

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Friday, May 11, 2012

Horrores

Morreu o Bernardo Sassetti. Eu gostava do Bernardo. Quando tinha 16 anos, fui a um concerto dele com o meu tio. O Bernardo tinha 26 anos. Foi na Casa da Cultura de Coimbra. A lotacao estava esgostada e ficamos muito perto dele. O homem era brilhante e simpatiquissimo. Eu e o meu tio adoramos e saimos dali felizes. Morreram os dois demasiado novos... a vida e muito injusta.

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Friday, February 17, 2012

Asturias - Isaac Albeniz



Nao sei se estou a pensar no Albeniz ou no Ze Pedro.
Basta dizer que o importante e que estou a pensar na vida.
E que, quando ela nao existe no presente, sabe bem encontra-la no passado.

"Que o espirito das Asturias esteja connosco"

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Tuesday, February 14, 2012

"O meu amor existe"



Ora ai esta um musica apropriada para a data e da qual gosto muito. Jorge Palma, boas memorias!

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Thursday, May 26, 2011

PJ Harvey - The Dancer



Nao tenho seguido os passos desta senhora. Ha ja anos que estou distraida quanto as suas novidades, mas marcou positivamente os tempos da licenciatura.
E aqui fica The Dancer, das minhas favoritas, especialmente depois de ter sido usada como banda sonora por uma das minhas companhias de teatro preferidas... magico!

Voces sao os "lucky bastards" que podem ir ve-la no seu concerto hoje, na Aula Magna, ai mesmo em Lisboa. O novo album tem tido criticas bem positivas, mas tambem ainda nao o explorei.

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